Sobre The Smiths, luzes e amor

The Smiths sempre foi uma banda que representou (e representa) muito o que sou hoje e sobre minha própria personalidade em si, essa que se desenvolveu através dos anos que passaram e que continuam passando.
Eu não me recordo ao certo quando ouvi The Smiths pela primeira vez, e isso para um fã pode soar um pouco triste, mas entendo que talvez eu fosse muito pequena para lembrar do momento exato, visto que é uma banda que tenho convívio direto desde sempre, só não me recordo a data exata do primeiro contato dos meus ouvidos com o timbre único de Morrissey.

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Apesar de não lembrar a data exata, sei que o primeiro disco que ouvi foi o Best II, um disco que já existia há tempos na minha casa e eu nem sequer sabia.  Estava na fase das descobertas, no auge dos meus 11 anos nascia meu amor por música, e nessa época o meu maior interesse era descobrir bandas novas, artistas novos, desbravar todo o armário da sala e passar horas ouvindo os discos guardados e empoeirados na vitrola que meus pais tinham. Assim que ouvi, me apaixonei imediatamente pelas letras, pela melodia e por toda a composição das músicas, em sua grande parte melancólicas e cheias de amor e de sentimentos.


Foi como se eu estivesse ouvindo algo que havia sido feito para mim, detalhe por detalhe, frase por frase, refrão por refrão.
Tudo sempre se encaixou, em diversos momentos da minha vida suas canções serviam como trilha sonora, e devo confessar que servem até hoje.
Apesar de nova, já passei por diversas situações, e como qualquer pessoa normal, óbvio que continuo passando dia após dia. Já chorei ouvindo Asleep, já dancei ouvindo There is a Light That Never Goes Out, que inclusive, em 2012 resolvi tatuar como forma de homenagem.

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Em 2013, Morrissey, que canta em carreira solo desde 1988, cancela os shows que faria no Brasil naquele ano, em outubro de 2014 ele da uma nota revelando que passou por diversos tratamentos para vencer um câncer no esôfago. Diversos sentimentos, diversas sensações, os fãs unem forças para enviar boas energias a ele como forma de incentivo e apoio.
Em agosto de 2015 ele diz estar curado, todos comemoram sua vitória, e já aguardam uma possível vinda ao Brasil!
No mesmo ano, só que em novembro, ele anuncia sua esperada vinda ao Brasil, e eu sou uma das primeiras pessoas a garantir o ingresso.
21/11/2015, São Paulo, Citibank Hall. Casa cheia, eu sou uma das primeiras a chegar, o sentimento é de realização pela junção de duas coisas:  Morrissey estar curado,  e de poder finalmente vê-lo ao vivo.
O show atrasa cerca de meia hora para começar, algo bem tipico de shows de grande porte, todos na expectativa de ver o lendário admirador do James Dean ao vivo.
O show finalmente começa, e ai me dou conta de que estou lá, naquele momento, tudo parece um sonho, estava vendo o cara que escreveu todas as composições da minha vida ao vivo, de perto.

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Morrissey aparenta estar bem, saudável, brinca com o público, com direito até a tirar a camisa e jogar para a multidão pegar.
Como bom vegano e ativista dos direitos dos animais, Morrissey incia Meat is Murder, canção de 1985 onde abre um debate sobre o comércio mundial de carnes.
Durante a musica, videos e filmes são exibidos como forma de conscientização. Vejo pessoas dançando, outras chorando, outras cantando junto, e me questiono como uma pessoa juntamente com sua banda consegue despertar tantas sensações em milhares de pessoas espalhadas por todo o mundo, como pode fazer com que nos encaixemos nas suas canções, e como de certa forma nos identifiquemos com suas letras.
Infelizmente o show termina, e me dou conta de tudo o que havia acontecido, um sonho real, um sonho que havia vivido e que havia esperado por anos pra acontecer. Só quem é fã pode entender essa sensação, sensação de ver um ídolo de perto, de poder apreciar sua música de perto, e antes mesmo do show acabar, e as luzes apagarem, já aguardar o próximo retorno, a próxima vez.

Até o próximo, Morrissey!

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